Vulnerabilidade social: o impacto do COVID-19

 Vulnerabilidade social: o impacto do COVID-19

A desigualdade é uma das principais mazelas do país e a pandemia expôs ainda mais essa realidade. As pessoas em situação de vulnerabilidade social foram as mais afetadas por não viverem nas condições adequadas e nem ter acesso aos mesmos recursos que outros estratos da sociedade. Quais foram as consequências para essas famílias mais vulneráveis? Será que o governo atuou de forma eficiente para protegê-las? A IAM reflete sobre todo esse panorama.


Infelizmente, ainda não há vacina para cura da Covid-19. E para combater a sua maior disseminação entre a população são necessárias basicamente três ações: manter o distanciamento social, usar a máscara e cuidar da higiene, principalmente das mãos. Embora essas medidas pareçam simples, elas representam um enorme desafio para famílias em situação de vulnerabilidade social.

São nos bairros onde moram as populações de baixa renda que acontecem mais mortes. Segundo o governo de São Paulo, as regiões mais periféricas da zona sul, leste e norte concentram o maior número de óbitos. Brasilândia, Grajaú, Sapopemba e Tiradentes, registraram entre 50 e 150 óbitos pelo novo coronavírus.

Geralmente, as famílias em situação de vulnerabilidade social vivem em maior número dentro de espaços menores, não têm acesso à água encanada e nem à coleta de esgoto, por exemplo. De acordo com um estudo do Instituto Trata Brasil, a contaminação por Covid-19 é maior em áreas que não possuem saneamento básico.

Quarentena para famílias em situação de vulnerabilidade social impacta educação das crianças

A suspensão das aulas por causa da pandemia foi particularmente grave para as famílias que vivem em situação de vulnerabilidade social. O abismo que já era grande ficou ainda maior com a adoção do ensino remoto. Pois, a maioria dos alunos de escolas públicas não têm acesso a ferramentas tecnológicas para os estudos online. Um levantamento do TIC Educação 2019 sobre acesso a tecnologias da informação e comunicação apontou que 39% dos estudantes de escolas públicas urbanas não têm computador ou tablet em casa. Já nas escolas particulares, o índice é de 9%.

Para garantir que crianças de famílias participantes de projetos da IAM continuassem tendo acesso à educação durante a pandemia, a instituição firmou parcerias e empreendeu ações para ajudar tanto os estudantes como os professores. Por meio de uma parceria com a B8Brasil, a IAM criou uma plataforma de educação EAD e deu todo o suporte para que o corpo docente pudesse gravar as suas aulas de casa. O ensino à distância foi um grande desafio para muitos professores que nunca antes na sua trajetória profissional tinham dado aulas online. 

Como as famílias ajudadas pela IAM estão em situação de vulnerabilidade social, muitas delas não tinham as ferramentas necessárias para que as crianças conseguissem estudar em casa. A instituição então fez um mapeamento completo das famílias e verificou quais não tinham acesso a equipamentos eletrônicos e nem pacotes de dados de internet, situação econômica e alimentar, entre outros aspectos. Com a ajuda de doações, voluntários e parcerias, a IAM forneceu celular, chips e planos de internet para as famílias que precisavam. Mais de 200 crianças foram beneficiadas e puderam estudar de forma remota.

Ações dos governos para população em vulnerabilidade social deixam a desejar

Os governos fizeram medidas pontuais para ajudar as famílias brasileiras. No entanto, não foi feito um plano de ação voltado para as periferias, onde se concentram as famílias em situação de vulnerabilidade social e econômica. Ficou uma lacuna no que diz respeito à articulação de ações com foco nessa população que levasse em consideração as especificidades dos bairros periféricos. E quem ocupou esse espaço durante a pandemia foram as OSCs, movimentos sociais, associações de moradores, instituições diversas e a própria sociedade civil por meio do voluntariado e de doações, por exemplo.

A IAM atuou em várias frentes para ajudar o maior número de famílias na pandemia. Foram mais de 1200 pessoas impactadas pelas nossas iniciativas. Ao todo, foram doadas quase 22 toneladas de alimentos, mais de 5.800 máscaras, 4 mil itens de higiene e limpeza, 12.800 roupas e cobertores, 11.150 cestas básicas e 6 mil refeições. A partir das 2.200 doações individuais e de 30 organizações e empresas, a IAM também possibilitou 6.155 atendimentos para famílias em situação de vulnerabilidade social e econômica. Esses atendimentos incluem apoio material, telemedicina, psico-sociais e apoio a pessoas em situação de rua. 

Todo esse trabalho não pode ser interrompido porque a pandemia não acabou e os seus efeitos serão sentidos por muito tempo! O desemprego atingiu bateu um recorde e hoje atinge mais de 13 milhões de pessoas no Brasil. Das famílias em situação de vulnerabilidade social e econômica atendidas pela IAM, 25% delas são compostas por pessoas que perderam seus empregos e/ou enfrentam problemas financeiros nos últimos três meses. Ao mesmo tempo, as doações no país estão em queda. Não é hora de deixar de colaborar! 

Durante a pandemia, a IAM está realizando um acompanhamento ainda mais próximo com as famílias em situação de vulnerabilidade social. Dessa maneira, a instituição visa atender às necessidades mais básicas dessas pessoas, pois muitas delas foram vítimas dos impactos causados pela pandemia como a perda dos seus empregos e renda. 

Quer fazer parte desse movimento e ajudar famílias de São Paulo que estão em situação de vulnerabilidade social nessa pandemia? Se junte à IAM! Nós temos uma trajetória de mais de 40 anos de trabalho filantrópico. 

Você pode ser um doador, um parceiro ou um voluntário em algum dos nossos projetos que visam melhorar a qualidade de vida das famílias e pessoas em situação de vulnerabilidade social e/ou econômica, priorizando crianças e adolescentes! Clique aqui e faça sua doação!

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